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Das vontades de ser com quem se ama…

É vontade de estar junto.
É vontade de fazer o que nunca pude,
de colocar lençol florido na cama,
de pintar corações nas paredes do quarto;
É a necessidade de andar despida pela casa,
despida de pressão,
de pano,
de vontades alheias.
É precisão de estar como vim ao mundo,
estar com o meu cabelo,
com minhas olheiras,
minhas unhas sem esmalte,
meus pés descalços e meu cheiro natural.
É desejo de estar junto e ter minha liberdade.
Num quadrado não tão grande.
Nosso/meu mundo.
Nossa/minha natureza.
Híbrido que é resultado e que resulta,
E onde eu colho a felicidade!

É assim tão difícil de entender?

Texto de: Bárbara Dourado.

20-07-2014


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The Tings Tings - Wrong Club

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El Empleo / The Employment from opusBou on Vimeo.

opusbou.com.ar

Cortometraje de animación / animated short film

Dirección / Direction: Santiago ‘Bou’ Grasso
Idea: Patricio Plaza
Animación / Animation: Santiago ‘Bou’ Grasso / Patricio Plaza
Diseño de títulos / Titles design: Natalia Acosta
Productora / Production company: Opusbou

facebook.com/opusBou
facebook.com/El.Empleo.Opusbou

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Te amo, Petenino ^^

Te amo, Petenino ^^

(Fonte: facebook.com)

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Fotógrafa cria movimento que incentiva o amor próprio

“Nossos corpos vão passar por muitas mudanças em nossas vidas. Nossos corpos mudam com o envelhecimento, gravidez, doença, perda de peso, ganho de peso, a lista continua. Uma coisa que devemos fazer é aprender a amar os nossos corpos antes, durante e depois”, disse ela.

Tô tentando deixar meus preconceitos de lado…

comigo, com os outros…

#everyBODYisbeautiful

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(Fonte: facebook.com)

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EU SOU UMA FRIGIDEIRA! completou 3 anos hoje!

EU SOU UMA FRIGIDEIRA! completou 3 anos hoje!

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Vacilão - Emicida

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Magrela e toda sua elegância matinal  ;) (em Super Quadra 19)

Magrela e toda sua elegância matinal ;) (em Super Quadra 19)

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Sobre resolver… Dormi!

Me vejo naqueles momentos onde se quer tudo e não se quer nada.

Vejo fotos do passado e desejo quase tudo que já tive, peso, corte de cabelo e principalmente DESPREOCUPAÇÃO.

Parece que o futuro não existe e que as coisas devem ser feitas pra já, quiçá até pra ontem.

É difícil compreender o porquê de algumas coisas serem tão fáceis pra muita gente. Mais difícil ainda é perceber que pra mim também tá fácil.

Medo. Tenho muito medo, creio que seja algo até patológico, mas quem diz que tenho coragem de descobrir se é ou não.

O medo é tanto que prefiro ficar com a dúvida.

Daí a dúvida toma conta. Vou, não vou. Faço, não faço. Ligo, não ligo. SOU, NÃO SOU!

Assim as oportunidades, se é que elas existem, vão indo e o sentimento de incapacidade toma conta do espaço que poderia ser de muitas coisas, de muitos momentos felizes e de crescimento pessoal, logo CRESCIMENTO conjunto.

Isso tudo faz com que eu sufoque as pessoas que amo. Acabo cobrando do outro o que não faço por mim.

Vou te contar, É TRISTE!

E é bem complicado e complicado e medo não se dão muito bem.

Então, durmo e assim acredito resolver ou dar um fim a tudo.

Dormi…

Bárbara Dourado, sobre medo ou sobre coragem.

28.12.2013


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Padre Alfredo

O padre Alfredo estava ficando velho. Todos na paróquia concordavam: era triste, mas o padre Alfredo precisava se aposentar. Durante anos ele servira a comunidade com dedicação e sabedoria. Mas seu tempo estava acabando. Era bonito vê-lo batizando netos de gente que ele também batizara, mas era constrangedor vê-lo se confundindo e derramando a água benta na cabeça do avô em vez do neto. E comentava-se que suas aulas de catecismo também tinham se tornado confusas. Por alguma razão, ele insistia que o pai de Jesus não se chamava José, mas Clóvis. O primeiro sinal de que o padre Alfredo deveria ser substituído foi na inauguração do microfone, na missa. Ele resistira o quanto pudera, mas finalmente fora convencido a aceitar a novidade. Todos os padres estavam usando microfones durante o serviço religioso. Alguns traziam o microfone preso no peito, para ficarem com as mãos livres. Quando empunhou o microfone pela primeira vez, o padre Alfredo examinou-o em silêncio por alguns minutos e depois levou-o à boca e começou a cantar um bolero. O que mais espantou os fiéis foi o padre Alfredo saber toda a letra de Tu me acostumbraste. O padre Alfredo dormia durante as confissões. Só acordava quando o penitente, estranhando o silêncio do outro lado do gradil, falava mais alto. — E então, padre? — Ahn? — Qual é a penitência? — Penitência? — Pelos meus pecados. — Dezessete ave-marias e vinte e nove padre-nossos. — Mas padre, não houve penetração. — Não interessa. — O senhor nem ouviu os pecados! — Mais trinta salve-rainhas pela insolência. E corta os doces por um mês. Mas o que levou membros da comunidade a pedir a interdição do padre Alfredo foi seu comportamento na cerimônia de casamento do Agenor e da Maria Estela. Igreja lotada. Autoridades presentes. Grande pompa. O organista tocando seleções de Lloyd-Webber. Entre aias, padrinhos, madrinhas e parentes, mais de cinquenta pessoas no altar. E o padre Alfredo, que aderira ao microfone preso no peito, perfilado no seu lugar, com os olhos fechados. Tensão na igreja. Num casamento recente, o padre Alfredo lançara-se numa longa dissertação sobre o significado da união entre o homem e a mulher, começando com Adão e Eva, passando por Clóvis e Maria e chegando aos nossos dias, com o sacramento tão desprestigiado, e tanta gente vivendo junta sem benefício de matrimônio. E terminara pedindo à congregação uma salva de palmas para o casal à sua frente, que decidira se casar na igreja. Ele mesmo liderara o aplauso,
como um chefe de torcida. O que o padre Alfredo iria aprontar agora? O padre Alfredo custou a começar a cerimônia. O pai da noiva já se preparava para cutucá-lo, temendo que o padre estivesse dormindo em pé, quando ele abriu os olhos, sorriu para os noivos, e perguntou: — Vocês têm certeza? Noivo e noiva se entreolharam. O padre continuou: — Vocês sabem o que estão fazendo? O Agenor se sentiu na obrigação de responder. — Sim, padre. — Já pensaram no que vem por aí? Uma vida inteira, juntos? As brigas, às vezes por mesquinharia? O ciuminho? Os sogros se metendo? As diferenças: filme de pancadaria ou filme romântico? Luz acesa para um ler quando o outro quer dormir? Um não podendo viver sem ar refrigerado, apesar da rinite do outro? Já pensaram? E um murmúrio de perplexidade percorreu a plateia quando o padre Alfredo acrescentou: — E ainda por cima tem os filhos. Outra incomodação. O padre retirou-se do altar com um abano, aconselhando os noivos: — Pensem melhor, pensem melhor… Não havia dúvidas. O padre Alfredo precisava se aposentar.

Diálogos Impossíveis - Luis Fernando Verissimo

(Fonte: soufrigideira)